Felicidade Densa
Às vezes, não acreditamos em elogios ou características que as outras pessoas atribuem à nós. Mas existem situações que no mínimo nos fazem pensar sobre essas atibuições.
Acredito que realmente sou uma pessoa feliz, mas tenho dúvidas sobre se isso transparece para o exterior. Eis que algo no mínimo interessante aconteceu.
Ocorreu ontem, sexta-feira 09/11/07, a palestra do Lama Ole Nydahl, no Centro Cultural Chinês. Após 3 horas de ensinamentos e explanação sobre a história da linhagem karma Kagyü, eis que nos é dito que quem quisesse ser abençoado e receber um nome búdico, deveria passar ali com ele que seria feito. Entrei na fila, e aguardei.
Notava enquanto isso o carinho que ele demonstrava com as pessoas ali presentes. o Lama possui um semblante calmo, mas com expressões fortes. Então, chegando a minha vez, aproximei-me. Ele sorriu e me saudou (em inglês… semi-entendi). Alguns intantes em silêncio e de ohos fechados, ele diz algumas palavras a uma moça que estava a seu lado.
-Tashi Gywwe… All steady happiness…
Então me abençoou de maneira ritualística e ao terminar, deu uma leve batida em meu ombro (estilo “ânimo, meu rapaz!”). Agradeci e passei ao lado onde pegaram alguns fios de cabelo e me deram um fita abençoada e um papel. Nele diz, entre outras coisas:
NOME DE REFÚGIO
Tashi Giwwe
All Sleady Happyness
Felicidade Densa
Dado pelo Lama Ole Nydahl
POA , 09/11/07
Então me pergunto: Como alguém que nunca me viu, simplesmente me dá um nome que parece se assemelhar tanto com o que parece ser realmente minha personalidade?
Não sei… essa resposta não tenho… mas procurei saber mais sobre oque realmente significa ter um NOME DE REFÚGIO:
“Um novo nome de refúgio significa a decisão de não mais causar sofrimento como no passado, sob o domínio das emoções perturbadoras. Pense assim: Até agora o mal que causei foi apenas o produto dos conflitos interiores. O nome que eu recebo é para lembrar que sou uma pessoa diferente agora. A utilidade é essa. Nós não recebemos os nomes para repetirmos as negatividades, mas para nos colocarmos a serviço de todos.”
(Introdução ao Budismo como Prática na Vida Cotidiana – Palestra de Kyabjé Trulshig Rinpoche – Lisboa 29 de novembro de 2001)
Bem, então, apartir daí, que venha a mudança… não de fora para dentro, mas que a cada dia eu fique mais próximo da iluminação.
Guerreiro da Luz II
“Um guerreiro da luz não adia suas decisões.
Ele reflete bastante antes de agir; considera seu treinamento , sua responsabilidade, e seu dever com o mestre. Procura manter a serenidade, e analisa cada passo como se fosse o mais importante.
Entretanto, no momento em que toma uma decisão, o guerreiro segue adiante: não tem mais dúvidas sobre o que escolheu, nem muda de percurso se as circunstancias forem diferentes do que imaginava.
Se sua decisão foi correta,vencerá o combate – mesmo que dure mais do que o previsto. Se sua decisão foi errada, ele será derrotado, e terá que recomeçar tudo de novo – com mais sabedoria…
Mas um guerreiro da luz, quando começa, vai até o fim.”
O Guerreiro da Luz
“E curioso, comenta o guerreiro da luz consigo. ‘Encontrei tanta gente que – na primeira oportunidade – tenta mostrar o pior de si. Esconde a força interior atrás da agressividade; disfarça o medo da solidão com o ar da independência. Não acredita na própria capacidade, mas vive pregando aos quatro ventos suas virtudes.’
O guerreiro lê estas mensagens em muitos homens e mulheres que conhece. Nunca se deixa enganar pelas aparências, e faz questão de permanecer em silêncio quando tentam impressioná-lo. Mas usa a ocasião para corrigir suas falhas – já que as pessoas são sempre um bom espelho.
Um guerreiro aproveita toda e qualquer oportunidade para ensinar a si mesmo.”
O manual do guerreiro da luz (1997)
Paulo Coelho