Blog do Pai Tavinho


Expressões Gaúchas E

Enviado em Conversa mole, Crônicas do Pai Tavinho por otavioaquino no Outubro 14, 2008

E
Elas por elas -Uma coisa pela outra O mesmo que na orelha, de mano, ou de mano a mano.
Embarrar o pastel – Estragar o que estava bom. Pôr um plano a perder.
Em cima do laço – Imediatamente, em seguida, ao pé da letra.
Empinar o braço – Dar-se ao vício da embriaguez.
Em quatro paletadas -Em pouco tempo, rapidamente, com facilidade.
Encher barriga de corvo -Morrer o animal.
Encostar o relho -Surrar, esbordar, castigar, bater de relho.
Endurecer as conjunturas -Morrer.
Enfiar água no espeto -Trabalhar inutilmente.
Enfrenar mal o cavalo -Ser mal sucedido.
Enrolar o poncho -Preparar-se para viajar.
Entrar em curral de rama -Meter-se em complicações.
Entregar as fichas -Entregar-se, ceder, concordar.
Entreverar os pelegos -Casar-se, ajuntar-se com mulher.
Esconder o leite -Negar a pessoa o que havia prometido ou o que se esperava dela. || Dissimular. || Mostrar-se medroso.
Espalhar o pé -Dançar. || Fugir.

Expressões Gaúchas D

Enviado em Conversa mole, Crônicas do Pai Tavinho por otavioaquino no Maio 14, 2008

D
Dar alce -Contemporizar, dar uma folga ao inimigo. Geralmente se usa a forma negativa: “não dar alce”, isto é, não dar folga, não dar tempo de o inimigo se restabelecer.
Dar a lonca -Deixar-se surrar, dar o couro, apanhar. || Morrer.
Dar carão -Negar-se a moça a dançar quando convidada pelo rapaz, ou vice-versa.
Dar com os burros n’água -Ser mal sucedido.
De agalhas -Forte, audaz, admirável, vistoso.
De charola -Com acompanhamento de muitos admiradores.
Deixar correr o marfim -Não interferir.
De laço a laço -Em toda a extensão.
De orelha em pé -De sobreaviso, atento.
Desabar o tempo -Chover forte.
Descambar a madeira -Surrar, espancar. || Em sentido figurado, atacar, censurar, criticar, falar mal de alguém. || O mesmo que meter o pau.
Despenhar-se por um canhadão abaixo -Sofrer malogro, insucesso; agir com precipitação e temeridade.
Despontar o vício -Satisfazer o vício, embora incompletamente, contentando-se com coisa inferior à que pretendia: “Este fumo é ruim, mas serve para despontar o vício”, isto é, na falta de outro melhor ele serve para satisfazer o vício.
Dobrar o cotovelo -Beber, levar o copo à boca.

Expressões Gaúchas C

Enviado em Conversa mole, Crônicas do Pai Tavinho por otavioaquino no Maio 12, 2008

C
Cabeça de passarinho : Diz-se de pessoa distraída, leviana, desatenta, irresponsável .
Cair de costas : Ficar extremamente surpreendido com alguma notícia.
Cair na vida : Prostituir-se.
Cantar a buena dicha : Descompor, dizer as verdades.
Casar mal a filha : Meter-se o indivíduo em dificuldades.
Cavalo dado não se olha o pêlo : Para receber um presente ou favor não se impõem condições.
Cerrar a noite : Escurecer.
Cerrar o tempo : Ameaçar chuva. || Em sentido figurado, haver briga, luta, conflito.
Chegar a jeito : Abordar o assunto com boas maneiras, na ocasião oportuna, a fim de conseguir o pretendido.
Cheirar a defunto : Haver perigo iminente de um conflito de conseqüencias graves.
Chorar pitanga : Queixar-se sem motivo. Lamuriar-se.
Churrasquear no mesmo espeto : Terem duas ou mais pessoas grande amizade, entre si. “Churrasqueamos no mesmo espeto”, isto é, somos grandes amigos, nos damos muito bem.
Cor de burro quando foge : Diz-se de uma cor, com intenção depreciativa.
Com o pé no estribo : Prestes a partir.

Expressões Gaúchas B

Enviado em Conversa mole, Crônicas do Pai Tavinho por otavioaquino no Maio 9, 2008

B
Bacalhau de porta de venda : Pessoa muito magra, esmirrada, demasiadamente seca.
Baixar o coco : Corcovear, velhaquear.
Bater a alcatra na terra ingrata : Morrer. Cair no chão.
Bater a canastra : Morrer.
Bater a linda plumagem : Fugir, desaparecer, ir embora.
Bater a passarinha : Ter palpite, antever um acontecimento.
Berrar como um touro : Falar forte e corajosamente, desafiando os opositores.
Boi manso é que arromba a porteira : Em sentido figurado, diz-se do indivíduo de boas maneiras que consegue passar por bom, quando na verdade não o é.
Bolear a perna : Apeiar-se, descer do animal de montaria.
Botar a cola no lombo : Disparar, fugir.
Botar os cachorros : Atiçar os cachorros. Em sentido figurado, falar mal de alguém.

Expressões Gaúchas A

Enviado em Conversa mole, Crônicas do Pai Tavinho por otavioaquino no Maio 8, 2008

Hoje minha colega paulistana, fez uma indagação:
O que significa “frio de renguear cusco”?
Então respondemos que o significado é que o frio é tão intenso que pode deixar um cachorro manco.

Dúvida sanada, resolvi colocar aqui um apanhado que encontrei com várias expressões gaúchas, dos escritores Zeno e Rui Cardoso Nunes no Dicionário de Regionalismos do Rio Grande do Sul. Colocarei todas as que encontrei em sucessivos post’s:

A
Abrir a barba : Ir-se embora.
Abrir o cavalo : Dar o fora, retirar-se. || Abra o cavalo significa: retire o que disse.
Acabar com a casca : Matar.
Acoar em sombra de corvo : Tomar atitudes inúteis em vez de procurar resolver objetivamente os problemas.
Agüentar o tirão : Topar a parada, sustentar com brio uma opinião.
Andar com a barriga no espinhaço : Andar com fome, magro, desnutrido.
Andar com a cincha na virilha : Necessitar urgentemente de dinheiro, estar em grande apertura financeira.
Andar como cachorro que roubou toucinho : Andar ressabiado, arredio, desconfiado. O mesmo que “Andar como cachorro que lambeu graxa”.
Andar como pau de enchente : Andar de um lado para outro, ao sabor dos acontecimentos.
Andar cortando arame com os dentes : Andar sem dinheiro.
Andar com a barriga no espinhaço : Andar com fome, magro, desnutrido.

Eu estava lá!

Enviado em Crônicas do Pai Tavinho, TV por otavioaquino no Dezembro 8, 2007

Foi uma tarde inteira… muitos colaboradores (mais de 1500) reunidos para fazer uma gravação… uma gravação em agradecimento…

A campanha de final de ano da RBS fala sobre Gratidão…
E não poderia ser melhor… nos últimos 3 anos é o sentimento que sinto aqui :D

Confiram:

Felicidade Densa

Enviado em Crônicas do Pai Tavinho, Evento, Pai Tavinho Cultural, Reflexão por otavioaquino no Novembro 10, 2007

Às vezes, não acreditamos em elogios ou características que as outras pessoas atribuem à nós. Mas existem situações que no mínimo nos fazem pensar sobre essas atibuições.

Acredito que realmente sou uma pessoa feliz, mas tenho dúvidas sobre se isso transparece para o exterior. Eis que algo no mínimo interessante aconteceu.

Ocorreu ontem, sexta-feira 09/11/07, a palestra do Lama Ole Nydahl, no Centro Cultural Chinês. Após 3 horas de ensinamentos e explanação sobre a história da linhagem karma Kagyü, eis que nos é dito que quem quisesse ser abençoado e receber um nome búdico, deveria passar ali com ele que seria feito. Entrei na fila, e aguardei.

Notava enquanto isso o carinho que ele demonstrava com as pessoas ali presentes. o Lama possui um semblante calmo, mas com expressões fortes. Então, chegando a minha vez, aproximei-me. Ele sorriu e me saudou (em inglês… semi-entendi). Alguns intantes em silêncio e de ohos fechados, ele diz algumas palavras a uma moça que estava a seu lado.

-Tashi Gywwe… All steady happiness…

Então me abençoou de maneira ritualística e ao terminar, deu uma leve batida em meu ombro (estilo “ânimo, meu rapaz!”). Agradeci e passei ao lado onde pegaram alguns fios de cabelo e me deram um fita abençoada e um papel. Nele diz, entre outras coisas:

NOME DE REFÚGIO

Tashi Giwwe
All Sleady Happyness

Felicidade Densa

Dado pelo Lama Ole Nydahl
POA , 09/11/07

Então me pergunto: Como alguém que nunca me viu, simplesmente me dá um nome que parece se assemelhar tanto com o que parece ser realmente minha personalidade?

Não sei… essa resposta não tenho… mas procurei saber mais sobre oque realmente significa ter um NOME DE REFÚGIO:

“Um novo nome de refúgio significa a decisão de não mais causar sofrimento como no passado, sob o domínio das emoções perturbadoras. Pense assim: Até agora o mal que causei foi apenas o produto dos conflitos interiores. O nome que eu recebo é para lembrar que sou uma pessoa diferente agora. A utilidade é essa. Nós não recebemos os nomes para repetirmos as negatividades, mas para nos colocarmos a serviço de todos.”
(Introdução ao Budismo como Prática na Vida Cotidiana – Palestra de Kyabjé Trulshig Rinpoche – Lisboa 29 de novembro de 2001)

Bem, então, apartir daí, que venha a mudança… não de fora para dentro, mas que a cada dia eu fique mais próximo da iluminação. :)

Pai Tavinho e a Revolta das Máquinas

Enviado em Crônicas do Pai Tavinho por otavioaquino no Novembro 5, 2007

Vamos aos fatos: estou sendo boicotado pelas máquinas!
Elas acharam que eu não notaria, mas agora a conspiração ficou descarada.

Fato I : Comprei um DVD player. Ele não apenas não funcionou, como ainda ficou com um DVD alugado dentro dele.
Fato II : A TV de casa resolve não ligar mais. Ela começa a ligar, desliga e torna a tentar ligar.
Fato III : O celular que eu tinha resolveu pular do bolso da minha mulher e perder-se no mundo.
Fato IV : A TV (de novo) engoliu o botão de ligar.
Fato V : Comprei uma câmera digital que nem sequer foca direito.
Fato VI : A câmera (citada no fato anterior) voltou da assistência técnica com o mesmo problema.
Fato VII : Hoje pela manhã, o computador de casa resolveu não ligar-se, como se estivesse completamente desligado.

Acho que vou virar hippie e viver no mato… :(

Um dia de aula

Enviado em Conversa mole, Crônicas do Pai Tavinho por otavioaquino no Setembro 25, 2007

Aula de Teoria da Computabilidade… professor fazendo perguntas sobre “o que falta nesse simulador de arquitetura simples com máquina de Turing?”.

Me parece ser entrada, saída, e um jump condicional, penso eu, mas não vou falar. Deve estar errado, não seria tão simples.

Como era de se esperar, 5 minutos depois, ninguém respondeu…
Aproveito pra atualizar meus blogs enquanto isso ^_^

Ops, 10 minutos, finalmente responderam oque faltava.

Entrada, saída e Jump condicional.

¬¬’

Frustrante!

50 anos de Grupo RBS

Enviado em Crônicas do Pai Tavinho, Datas Comemorativas, Evento, Pai Tavinho Cultural por otavioaquino no Setembro 1, 2007

Ontem, 31/08/2007, o Grupo RBS (do qual orgulhosamente faço parte) completou 50 anos. Pra quem está fora pode não parecer algo muito sólido pensar nisso, mas pra mim, que estou vendo preparativos e movimentação gerada por esse evento, é de suma importância. Lembro de, há muitos anos atrás, estar sentado no chão da sala lá de casa e ver o RBS Repórter começando com Elói Zorzetto apresentando (ainda sem os fios brancos nos cabelos). Lembro também de ligar a TV num sábado de tarde e ver Alexandre Fetter (na época do Programa X na Atlântida) apresentando aqueles programas preparativos para o Garota Verão…

Isso faz tempo… e agora, aqueles que eu via na TV, vez ou outra estão no mesmo elevador que eu…

Não sou tiéte de ninguém, mas isso faz pensar…

Bem, deixo registrado então: Feliz Aniversário RBS. :)

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